A pornografia é um dos assuntos abordados na matéria de capa da edição 372 da revista UltimatoSexo estragado. Em entrevista, Andrea Vargas diz que “além da vergonha, culpa e medo, o uso da pornografia aliena a pessoa da realidade e a mantém infantilizada na condução da própria vida”.

A situação é realmente preocupante: os sites pornográficos recebem mais tráfego regular do que Netflix, Amazon e Twitter combinados a cada mês. Não podemos deixar de falar sobre isso.

Confira neste post algumas declarações de especialistas e celebridades sobre os estragos produzidos pela pornografia.

 

Onde há pornografia, não há liberdade. […] Quem se vê submetido a cena pornográfica sempre sofre, apesar de seus possíveis comprometimentos subjetivos a tal submissão. O comprometimento eventual de alguns de nós não legitima o ato agressivo de quem propõe a pornografia.

– Pedro Cardoso, ator

 

O que foi considerado “hardcore” vinte anos atrás agora é apresentado no drama no horário nobre da TV; alguns nem mais considerariam pornografia.

– Jack Skett, pastor e colaborador de Christianity Today

A indústria pornô representa a comoditização do sexo. O objetivo é vender sexo como commodity – te deixar excitado rapidamente e ganhar dinheiro com isso. Todo o resto [sobre a indústria pornográfica] é uma mentira, é um contrato que atores assinaram para conduzir atos de maneira que pareçam gostar, mesmo que não gostem.

– Peggy Orenstein, autora do livro Girls & Sex

 

Eu descobri que, quão mais cedo um homem consome pornografia, mais provável que ele seja incapaz de estabelecer relações próximas, íntimas, com mulheres de verdade.

– Gail Dines, professora de sociologia e estudos de gênero na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos

 

Desde os primeiros sinais do cinema até a ascensão do comércio eletrônico, a pornografia tem sido o catalisador que impulsionou a tecnologia. Por uma questão de inovação, é uma coisa boa as pessoas estarem tão excitadas.

– Lauren Gilmore, colaboradora do The Next Web

 

Um número cada vez maior de homens jovens está sofrendo problemas de saúde sexual, como disfunção erétil, por causa do consumo exagerado de pornografia virtual.

– Angela Gregory, terapeuta e conselheira psicossexual da Universidade de Nottingham, no Reino Unido

 

Se a parceira sexual idealizada tem 15 ou 16 anos, consumidores masculinos podem demandar pornografia que tenha essas meninas e a oportunidade de pagar por sexo com elas […]. Ao retratar a infância como algo que pode ser sexy, a cultura acaba por naturalizar práticas como abuso, violência e exploração sexual e comportamentos machistas.

– Associação Americana de Psicologia, Folha de São Paulo de 24/5/2018

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