Kléos Magalhães Lenz César (1935 – 2017)

“Senhor, fui moço e agora sou velho… e não sei o número dos dias que me restam, e nem quero saber. Entreguei-te o meu relógio, e não o quero de volta.”. A frase é de autoria do pastor Kléos Magalhães Lenz César, sepultado na última terça-feira (05/12), em Viçosa (MG).

Nascido em 11 de abril de 1935, em Campos dos Goytacazes (RJ), Kleos César faleceu aos 82 anos devido a complicações no estado de saúde. Deixou a esposa Cleds Bussinguer Lenz César, com que foi casado por 55 anos, e três filhos adultos: Kléos Júnior, Bênlio e Lênzie.

Kléos César foi professor de poimênica e hiperetologia no Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro por seis anos, pastor e professor de música no Instituto de Educação Clélia Nanci, em São Gonçalo, RJ. Pastoreou um total de 21 igrejas nos estados de Minas Gerais e Rio De Janeiro, nos presbitérios de Campos, Juiz de Fora e Central Fluminense.

Pela editora Ultimato, publicou Vocação: perspectivas bíblicas e teológicasFui Moço, Agora Sou Velho… E Daí? e No Acampamento dos Anjos. O primeiro foi publicado exatamente há 20 anos, em 1997, e foi adotado por alguns seminários e escolas de missões no Brasil, por seu conteúdo ricamente bíblico a respeito da vocação – vocação de pastores e missionários, mas também de engenheiros, professores e demais profissões.

Durante o culto fúnebre, realizado na Igreja Presbiteriana de Viçosa, amigos e familiares lembraram trechos do livro “Fui Moço, Agora Sou Velho… E Daí?”, que falam da transitoriedade da vida e mostram como o pastor Kleos lidava com o dia em que seus olhos se fechariam:

Senhor, fui moço e agora sou velho… e, embora às vezes a vida me seja difícil, não tenho queixas de ti. Tu me tens sustentado desde o ventre de minha mãe e sei que o farás até o momento de minha partida. Sustenta esta minha fé. Não permitas que ela se abale, qualquer que seja a circunstância que eu tenha de enfrentar.

Senhor, fui moço e agora sou velho… e não sei o número dos dias que me restam, e nem quero saber. Entreguei-te o meu relógio, e não o quero de volta.

Senhor, fui moço e agora sou velho… e não devo estar muito distante do céu. Alegra-me sempre pensar que, quando os meus olhos se fecharem, minha alma estará contigo para todo o sempre. Ajuda-me, Senhor, a aguardar esse dia em plena confiança e tranquilidade.

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