[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração. (1 Pedro 4.7)

Se fosse possível ver o coração de uma pessoa, nada seria mais ridículo do que ver os pensamentos de um coração frio e não devoto em oração. Quando alguém se esquece do que acabou de dizer, é porque não está fazendo uma boa oração. Louvo a Deus porque agora eu entendo isso claramente. Na verdadeira oração, a pessoa se lembra de todas as palavras e pensamentos desde o princípio até o final da oração.

Para ilustrar, um bom barbeiro deve manter seus pensamentos, mente e olhos na navalha e no cabelo que está cortando. Ele não pode se esquecer de onde está. Se ele começar a bater papo, pensar em alguma outra coisa ou olhar para outros lugares, ele pode cortar a boca, nariz ou garganta do seu cliente. Assim, desempenhar bem uma tarefa requer total concentração da pessoa. Como diz o ditado: “Quem pensa sobre muitas coisas pensa sobre nada e não faz nada certo”. Fazer uma boa oração requer ainda mais concentração. Requer todo o coração.

É assim que faço a oração do Pai-Nosso. Pois até hoje eu continuo comendo e bebendo da oração do Pai-Nosso como se fosse um bebê faminto ou um adulto morto de fome que nunca se sacia. Ela é a melhor oração de todas.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

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