Por: Pedro Fernandes | Edição: Phelipe Reis

Quando falamos em vida de missionário, surgem muitas ideias e pensamentos na mente de quem nunca foi ao campo. O anseio por conhecer esse estilo de vida pode gerar algumas expectativas que fogem da realidade. Para evitar possíveis frustrações e erros, a missionária Antonia van der Meer, a Tonica, liderou uma oficina sobre a “Desromantização da vida missionária”, no segundo dia do Vocare 2017.

O início da vocação missionária de Tonica se deu na Aliança Bíblica Universitária (ABU), como obreira da organização.  Depois disso, foi enviada para o Moçambique e também para a Angola, onde passou dez anos, após passar por um treinamento no Centro Evangélico de Missões (CEM). Hoje, ela trabalha com o cuidado integral de missionários.

Tonica chamou a atenção para algumas dificuldades encontradas no campo e que não podem ser evitadas. Uma delas é a adaptação à cultura. Contou que o obreiro não pode chegar no local se vendo como alguém que sabe muito e vai ajudar pobres coitados que não sabem nada. “Temos de aprender com as pessoas para poder servi-las”, explicou.

Além disso, o missionário deve sempre buscar estar em paz com os outros, ser paciente e ter uma vida de oração. Isso também é fundamental para a sua vida relacional.  O missionário passa por reprovações e críticas durante o seu ministério. Dificuldades com a aprovação de familiares, relação com a liderança da igreja e com o governo local, dependendo do país, são dificuldades que fazem parte dessa realidade, contou a missionária.

Apesar desses problemas, Tonica ressaltou a alegria que os supera. Após décadas de vida ministerial, demonstra um grande amor pela missão de Deus. A missionária começou a oficina dizendo que “O Deus que chama também dá alegria missionária”. Após compartilhar sua história, encerrou afirmando que, por causa dessa verdade, teve muito mais momentos alegres do que tristes e que “precisamos ir até onde as pessoas estão”.

Pedro Fernandes é estudante de jornalismo e voluntário na equipe de comunicação do Vocare 2017.

  1. É bom aprender sobre a realidade da vida de um missionário, as dificuldades e alegrias, e o testemunho, com certeza é o melhor caminho. Nós faz querer ajudar, se não indo, fazendo outras coisas como apoiar financeiramente.

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