[Livro da Semana]
Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas

Por Ricardo Barbosa

A nossas crenças e valores moldam nossas reações e a visão que temos da vida

A vida cristã começa com o encontro com Cristo e seu chamado para segui-lo. Damos nosso sim e começamos um novo e longo caminho em direção à conformidade com a vida de Jesus Cristo. A jornada entre o começo que chamamos de conversão e o fim ou alvo que Paulo descreve como “atingir a plenitude de Cristo” (Ef 4.13) envolve a renúncia a um modelo de vida, ao “velho homem”, como Paulo afirma (Ef 4.22), e a aceitação de um novo caminho e maneira de viver e ser. É um processo dinâmico que envolve conflitos, tensões, sacrifícios, mudanças e a busca da santidade, que é a conformidade com a vida de Jesus Cristo.

Um exame simples, mas que precisa ser feito com frequência é nos perguntarmos: Qual é a finalidade da minha conversão? De que modo minha conversão a Cristo transformou a minha vida, o meu modo de ser e a minha visão da realidade? Qual ou quais são as marcas de uma pessoa realmente convertida? Em que medida a conversão cristã transformou, não apenas as minhas convicções, mas também o meu caráter? Em que medida me considero hoje um cristão mais maduro e mais semelhante a Jesus Cristo? É possível romper com o processo de vitimação e crescer numa fé viva, responsável e emocionalmente madura?

Se nossas convicções são vagas e abstratas, não saímos do “eu sinto” ou “eu acho”

As emoções e os sentimentos decorrem dos nossos pensamentos e convicções. Essa é uma afirmação sobre a qual grande parte deste livro está baseada. As reações emocionais emergem da maneira como percebemos, interpretamos e julgamos a vida e os acontecimentos. A paisagem interior determina a paisagem exterior. Não são as realidades exteriores que nos desestruturam emocional ou espiritualmente, mas o julgamento que fazemos delas, principalmente o modo como cremos que Deus participa delas. O modo como vejo e interpreto uma situação irá determinar a maneira como reajo a ela. É o mundo interior de cada um que irá definir a forma do mundo exterior no qual vivemos. Várias pessoas podem estar diante do mesmo cenário, e cada uma delas pode reagir a ele de maneira diferente. Por quê? Não é a situação em si que irá definir a maneira como vou agir, mas a maneira como eu olho, percebo e julgo essa situação. Todos nós julgamos a partir de referenciais interiores que definem o modo como olhamos, interpretamos e julgamos cada situação.

Reagimos de maneira diferente a um mesmo diagnóstico médico ou a uma demissão no emprego. O que nos leva a reagir de maneira diferente não é o diagnóstico ou a demissão em si, mas o modo como os interpretamos e julgamos. Em si, o diagnóstico ou a demissão não têm o poder de determinar meus sentimentos, mas o julgamento que faço deles define a maneira como vou reagir emocionalmente. É por isso que o pensamento tem grande influência sobre as emoções e os sentimentos. Alguém pode chamar você de gordo ou feio, e isso pode provocar uma grande crise de autoestima ou uma boa risada. Vai depender do que você pensa a respeito disso.

As convicções estruturam o pensamento. A nossa crença e os valores que adotamos moldam a mente e consequentemente a visão que temos da vida, do mundo, dos relacionamentos, da sexualidade e de tudo o mais. Se nossas convicções são vagas e abstratas, algo parecido com “eu sinto” ou “eu acho”, ou meramente intelectuais e racionais, estão nos livros que admiramos e com cujas ideias concordamos, mas não são nossas convicções no sentido pessoal do que cremos, elas não terão o poder de transformar nosso modo de pensar e terão pouca ou nenhuma relevância para a formação do nosso caráter, amadurecimento cristão e para nossas reações emocionais.

#LivrodaSemana
• Trecho retirado de Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas de Ricardo Barbosa de Sousa.

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