Por Amanda Almeida

Momento de louvor durante visitação [Foto: Missões Nacionais]

Equipes de visitação aos presídios, de visitação aos familiares, equipes de logística, de arrecadação de doações, de apoio jurídico, de músicos para o louvor nos pavilhões. São vários os voluntários que ajudam o ministério de capelania prisional Missão Alma Livre, que atua em presídios da região metropolitana de Belo Horizonte, MG.

Iniciadas em 2005, as ações do ministério já foram reconhecidas pela Pastoral Carcerária. Por meio de doações e de uma parceria com a Junta de Missões Nacionais e da Convenção Batista Mineira, hoje é mantida a Casa Alma Livre, que oferece auxílio e amparo a mulheres egressas do sistema prisional ou em situação de risco social, e também a seus filhos.

O projeto conta com diversas fases. Antes de receberem o alvará de soltura, as mulheres já começam a ser atendidas. No dia da saída do presídio, alguém já está lá para recebê-las na portaria. Se estiverem em abrigos ou em situação de risco, os filhos também são reunidos com as mães.

Já na casa, cada mulher tem seu próprio espaço, e as monitoras estão preparadas para acolhê-las, oferecer-lhes tratamento para dependência química caso necessário e inseri-las em uma rotina familiar. O dia começa às 8h da manhã, com uma devocional.

Batismo de Patrícia, umas das mulheres atendidas na Casa Alma Livre [Foto: Márcio Pires]

A próxima fase consiste em preparar as mulheres para o mercado de trabalho, em parceria com empresas que apoiam o projeto. Após o período de experiência, é preparada a mudança da mulher para seu novo endereço, um local que ela mesma terá condições de manter com seu próprio salário.

Mesmo depois dessas fases, com a perspectiva de uma nova vida, as orações e o suporte a essas mulheres continuam, para que elas consigam permanecer firmes e seguindo em frente.

Com as prisões cada vez mais cheias, a necessidade ainda é urgente. Quem tiver o desejo de fazer parte de alguma das equipes, ajudando no trabalho do ministério, pode entrar em contato por meio do e-mail casaalmalivre@batistasmineiros.com.br.

Após se converterem ao ouvirem as boas novas de Cristo nas visitas aos pavilhões e ao cumprirem suas sentenças, algumas ex-presidiárias agora também fazem parte das equipes de visitação, compartilhando com as detentas o evangelho que as salvou.

  1. Boa noite,
    Eu acompanho os trabalhos realizados no sistema prisional desde 1999, e digo com toda certa do mundo que, não existe trabalho social implantado pelo governo que possa mudar a vida dessas pessoas privada de liberdade. A única coisa capaz de trazer mudança na vida do ser humano é a palavra de Deus, trabalhos como esses realizados pela Casa Alma, Conversão Batista e tantos outros, são realmente os trabalhos que fazem a diferença na vida dessas pessoas.
    Os cursos, estudo etc… Podem até dar norte ao presidiário, mas a mudança só vem atrás dá conversão.
    Em todos esses anos de convivência no sistema prisional, o único processo que vi realmente ser efetivo e transformador de vidas, foi e é, a conversão ao Cristianismo.
    Só a vida em Cristo pode mudar o caráter do ser humano.

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