Há bem pouco tempo me tornei mãe e esse acontecimento gigantesco me fez repensar o significado que atribuo à vocação, chamado, e, consequentemente, ao meu lugar neste mundo. Sempre associei vocação à profissão, de modo que ao me tornar mãe e constatar o quanto meus planos profissionais teriam de ser adiados – quando não esquecidos -, foi essencial repensar a forma como me enxergo enquanto pessoa, discípula, profissional e cidadã.

Em meio à crise advinda dessa reconfiguração de papeis, foi libertador ouvir um sermão do pastor Ricardo Barbosa sobre as irmãs Marta e Maria. Na pregação, ele ressaltou o fato de que nosso chamado primário é para os relacionamentos. Assim sendo, o trabalho ainda é muito importante, porém secundário, e pode ser exercido de maneiras diversas para glorificar a Deus.

É no relacionamento com Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo que encontro meu lugar no mundo. É nele que minha identidade como mãe, esposa, filha, irmã, neta, sobrinha, tia e amiga é moldada.

Meu lugar no mundo, embora dinâmico, é também estático, já que é nos braços do meu Criador que minha alma anseia em ficar. E é somente aninhada em seu colo que posso percorrer milhas e milhas sem me perder e sem perder meu senso de identidade.

 

UltJovem_22_06_16_selo_meulugarnomundo-01IMG_2133Erica Neves, 28 anos, jornalista.

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