A edição impressa da “Newsweek”, revista norte-americana concorrente de peso da “Times”, morreu. Morreu também a inglesa “Word”, especializada em música, cinema e livros. Duas publicações de importância internacional, mas que sucumbiram diante dos novos tempos.

Para o colunista da BBC Brasil, Lucas Mendes, a “Newsweek” se foi porque, assim como outras revistas semanais, não deu conta de acompanhar a velocidade das informações. “A decadência das revistas semanais coincide com a ascensão do computador, da CNN e outras redes com notícias 24 horas por dia. Se havia notícia quente todos os dias, para que esperar pelas revistas, dias depois?”, diz. A revista aposta agora no formato virtual.

Já a “Word” realmente se foi. Para o colunista da Folha, Álvaro Pereira Júnior, é “triste saber que, no mundo todo, tão poucas pessoas se dispunham a pagar por uma publicação que conseguia acompanhar muito de perto as novidades — mas sem cair na doença infantil da imprensa musical, especialmente britânica, de buscar o novo pelo novo”.

Mas se até a poderosa “Times” teve uma queda de circulação de 31% nos primeiros seis meses de 2012, há rumores de que o futuro de outras revistas semanais também esteja ameaçado.

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