O diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diouf, deu uma péssima notícia esta semana. Em 2007, o número dos que passam fome aumentou em 75 milhões. Agora são mais de 900 milhões de pessoas. 

É preciso fazer um esforço enorme para não ler essa notícia com a mesma indiferença que leio a seguinte, na Folha Online: “Sotheby’s faz mostra de arte contemporânea na Inglaterra”. Ambas não me dizem respeito.

Para o diretor da FAO, com US$ 30 bilhões por ano é possível duplicar a produção de alimentos e acabar com a fome, o que não parece difícil para Diouf, se comparado aos US$ 376 billhões desembolsados pelos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) em incentivo à agricultura ou aos gastos com armamento (US$ 1,2 trilhão), em 2006.

Devo concordar e por outro motivo também, que diz respeito à segunda notícia. A Sotheby’s é a mais antiga casa de leilões de arte do mundo e, juntamente com sua principal concorrente, a Christie’s, movimentam a cada ano cerca de US$ 4 bilhões em arte.

Enfim, os cristãos têm mais e novos motivos para romper o velho dilema “evangelização ou ação social” e caminhar em direção a um discipulado com os milhões de pobres urbanos das pequenas e grandes cidades. Viv Grigg, autor do clássico Servos entre os Pobres — Cristo nas favelas urbanas, quando perguntado por que escolheu morar durante anos em uma favela em Manila, foi simples: “Jesus disse ‘bem-aventurados os pobres’. Então, eu queria descobrir por que os pobres são abençoados”.

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