Quem diria, em primeiro lugar

Difícil imaginar um jumentinho com alguma regalia nas grandes cidades. Mas foi exatamente o que aconteceu no último final de semana na maior cidade de país. Um Jumentinho na Avenida — a missão da igreja e as cidades (Editora Ultimato) acaba de receber o Prêmio Areté de Literatura 2008, categoria “Evangelização”, em cerimônia realizada durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. 

Parabéns ao autor, Marcos Monteiro, que se apresenta também como um jumentinho que luta para tirar as talas que ainda limitam a sua visão na luta pela contextualização da mensagem bíblica.

É preciso repetir aqui algumas perguntas feitas quando do lançamento do livro, há exatamente um ano, com a prateleira Uma carroça chamada igreja. O que fazer com os nossos púlpitos que cheiram a mofo, com igrejas “globalizadas”, mas cultural e regionalmente irrelevantes? O que fazer com a igreja-carroça em plena avenida? Deveríamos motorizá-la?

Pelo menos um conselho seguro: é preciso aprender com o primeiro jumentinho ilustre, que, diga-se de passagem, andava muito bem acompanhado…

  1. Parabéns à Ultimato e ao Marcos, por essa justa honraria. Minha tentativa de resposta à pergunta sobre a igreja-carroça: transformemo-la em um berço-carroça, tracionada a jumentinho. Por mais singelo que seja, um berço sempre será um berço. E berços não criam mofo nem se globalizam. Permanecem o que são: o lugar para onde queremos voltar; o lugar com o qual sonhamos, na hora da adversidade.

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