A terceira mesa-redonda do encontro, que aconteceu na noite de sexta-feira, foi constituída pelos pastores Ricardo Gondim e Ricardo Barbosa e moderada por Uriel Heckert. Coube a Gondim iniciar os debates em torno do tema:  cura de almas.

Ele enxerga a igreja como uma comunidade terapêutica, apesar de muitas vezes ela não exercer esse papel. O pastor Ricardo afirmou não ter uma visão ufanista do movimento evangélico brasileiro: "Não embarco na proposta positivista do progresso infinito, cumulativo. Isso é um mito e muitos evangélicos têm embarcado nele".

Para Gondim o movimento evangélico está no final de um ciclo. E isso não é uma leitura pessimista; é natural (característica de final de século). Ele citou três razões para essa afirmação:
– Temos uma identidade frágil:  O que é ser evangélico? Uma pergunta simples, mas muito difícil de ser respondida. E quando se perde a identidade o "mundo" entra em colapso.
– Incapacidade interna de responder questões simples: Os evangélicos têm se contentado em repetir chavões, clichês (modelo ocidental norte-americano). As pessoas estão enfrentado seus dramas.
– Campanhas: O número de campanhas (ativismo) na igreja evangélica brasileira para muitos tem sido sinal de vitalidade, quando na verdade é fraqueza. Se os pastores tratam os fiéis como consumidores, estes vão sempre procurar pelo mais conveniente (trânsito religioso). Daí as campanhas mirabolantes.

Os que estão dentro deste antigo paradigma tentam resolver o problema com as seguintes respostas:
– Resposta piedosa: Precisamos orar mais, fazer maratonas de oração. Será que precisamos realmente aumentar o volume de nossas orações ou repensar o significado de oração?
– Resposta ortodoxa: Devemos recuperar a sã doutrina, voltar à reforma.
– Resposta pragmática: É a campeã. Importada dos Estados Unidos esta resposta se baseia no visual. Devemos melhorar a faixada da igreja, colocar ar-condicionado… 

Mas qual seria a resposta para todas essas inquietações? Não existe uma resposta. A intenção de Gondim é provocar inquietação na futura geração, fazer as pessoas repensarem. Precisamos fazer uma teologia crítica. E é necessário coragem para isso, pois o auditório de nossas igrejas pode esvaziar.

"Quando vamos celebrar o Pai-amoroso?", perguntou o pastor. É mais fácil lidar com um auditório amendrontado. E nós não precisamos de uma espiritualidade que coloque nosso mundo em ordem. "Quando tivermos coragem de fazer teologia crítica seremos como a alvorada de uma bela manhã", encerrou Gondim.

A palavra então foi passada a Ricardo Barbosa que iniciou sua explanação falando que todos temos visto sinais de enfermidade na sociedade. Barbosa baseou sua meditação no texto de Tg 1. 13-15. Para o pastor a força última que motiva o ser humano é o desejo por Deus. Mas se Deus não permanece no centro de nossa vontade, nos entregamos a ilusões e seduções, que no final nos deixam desiludidos. Nos esquecemos do shalom de Deus (novo céu e nova terra, reino do Sermão do Monte).

Pecado é a negação desse shalom. É tudo que exalta o indivíduo e nega a sociedade. E Deus nos convida ao arrependimento e a participar do seu Reino. Mas o pecado vem sendo glamourizado na igreja. Hoje não é errado ser ambicioso e vaidoso. Com isso, o pecado está deixando de ser um conceito teológico e está virando uma doença. "E qual o tratamento para essa doença?", perguntou o Barbosa. Arrependimento e confissão; não remédios.

A raiz de todos os males continua sendo o pecado. E não vemos na igreja arrependimento. Para Barbosa não temos sonhado com o shalom de Deus e sim com igrejas cheias, qualidade de vida, vaidade. Não acreditamos mais no Sermão do Monte.

Ricardo Barbosa encerrou sua participação na mesa-redonda dizendo que precisamos reconsiderar o chamado de Cristo para a igreja:
– Encarnação: Pensar no sofrimento da sociedade.
– Imitação: Cristo nos chama para sermos e fazermos discípulos.
– Missão: Nada substitui a força e o poder do evangelho. A proclamação nos convida à conversão e transformação.

  1. Concordo com o que o Pr Ricardo disse, fico pensando na geração que irá propagar este evangelho que está sendo pregado ultimamente, um evangelho que deixa o indivíduo doente e não liberto.

  2. “eta turma da pesada”, acompanho mesmo ao longe a trajetoria da ultimato e de seus articulistas, parabens por propiciarem este enlevo tao necessario com homens da estirpe deste da mesa redonda
    um gde abraço
    pena que estou em manaus-am e aqui essas mesas redondas e quase que impossivle

  3. Frank Fernandes Lima

    Ultimato tem se mostrado como arauto do evangelho nestes tempos.Ricardo gondim e outros tem se exposto , colocado a cara a tapa , tudo em prol de um evagelho transparente.Parabéns !! que Deus continue abençoando vcs.

  4. Muito bom a conversa e o conteúdo destes Ricardos!!!

    Espero a hora de que estes e outros homens sérios e do Evangelho da Graça percorram o Brasil para falar destes assuntos e não apenas ficarem em mesas redondas e reflexões teológicas.
    Obrigado por compartilharem conosco o que tem experimentado!

  5. Parabenizo a ultimato por anos de trabalhos e pela qualidade da revista, parabenizo os dois Pastores Ricardos. Realmente o meio evangéçlico hoje esta muito confusoe até vazio. Parabéns ao Gondim pela coragem de como tem tratado estas questões espondo sua própria vida e mais uma vez parbéns a ultimato por não dar ouvidos a pessoas que maldosamente pediram a saida do gondim da lista dos articulista.

  6. Mesas redondas como esta, ainda é um dos grandes júbilos de meu coração. Pois vejo que o evangelho genuíno e transparente tem primasia nas mãos de grandes homens de Deus como o Pr. Ricardo Gondim. Apologeta, crieo eu, não é aquele que defende costumes adoecidos da igreja moderna, porém aquele defende um novo repensar nos falsos pressupostos do passado elucidando-os, assim, para as gerações futuras desfrutarem de um evangelho aonde Deus tem o lugar de Deus e o homem o lugar de homem.

  7. Em meio a toda “loucura evangélica” que se vê principalmente na televisão é como uma “briza suave” ouvir esses dois homens de Deus explanar o Evangelho simples de Jesus de Nazaré.

    Os televangelistas parecem que estão concorrendo com as Casas bahia e Ponto Frio, disputando “mercados”, o pior que estão conseguindo capiturar as consciências dos homens, são como os vendilhões do templo no tempo de Jesus, e os homens aceitando passivamente aquela violação como se fosse normal até que chegou Jesus e derrubou tudo.

    Assim como aconteceu no tempo de Elias, eu sei que há milhares de servos de Deus que não dobraram os seus joelhos perante baal dos “templos evangélicos”,

    Oremos para o nosso Deus mande mais obreiros da estirpe de um Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Ariosvaldo Ramos, Caio Fábio e outros tantos homens de Deus anônimos que pregam o Evangelho simples de Jesus. Mauro Porto de Cabo Frio

  8. …faço das palavras do Pr Ricardo Gondim as minhas, onde já dizia em um texto cujo título era Igrejas infectadas….”Jesus ñ tratou a igreja como uma instituição, mas como uma comunidade…A busca do poder pelo poder é luciferiana em sua essência, Jesus criou o mundo, mas se esvaziou, encarnou e morreu numa cruz. Os cristãos não almejam tronos, mas bacia e toalha para lavar os pés alheios. Sem esperar aplausos…”
    ah!! como eu gostaria de ter escrito isso…rs

  9. Ainda há esperança!!! São com publicações e autores assim que encontramos ânimo para prosseguir. Pena que nossa mídia esteja entulhada com tantas aberrações e narcisos. Pena que falte discernimento ao povo…Mas adiante, homens valentes!!! Que venha de Deus ânimo, motivação e coragem a todos e, parodiando Gondim, “soli Deo glória”.

  10. Faço minhas as palavras de Adalberto Rossi: ainda há esperança!!!
    Lendo isso e acompanhando de perto (via web) Pastores como estes e muito em especial o Pastor Ricardo Gondim sinto de novo aquela pontinha de orgulho de dizer “sou evangélica”…
    Glória e Honra ao Rei dos Reis!!!!!!

  11. Carlos Ribeiro Júnior

    Pois não me envergonho do evangelho de Cristo pois é o poder de Deus…. . Creio que é este evangelho que é poder de Deus para a transformação de tudo, para que o mundo viva os valores do Espírito de Deus, paz, alegria, amor, esperança, que deve ser pregado e vivido. Chega de pedir o material para Deus, já é hora de interceder que Ele nos dê o invisível, que dinheiro nenhum, influência alguma ou fama qualquer possa comprar. Louvado seja o Senhor Jesus e suas boas novas. Rev. Carlos

  12. Quando olho pra igreja hoje, e percebo a fusão da tantas religiões e através dessa fusão uma praticidade, hoje, voce num mesmo lugar, recebe; oracão, reza, passe, banho de sal grosso, descarrego( e quando falo isso nao falo apenas da universal, as presbiterianas de uma forma sutil esta trazendo esse “modelo de sucesso” para seu “arraial”, lógico, o cliente sempre tem razão e o importante é seguara a clientela…) e vemos essa con-fusão estabelecida em muitas igrejas que sinceramente, são, centros-espíritas-gospel…Pastor Ricardo gondim, admiro o seu caráter, sua humanidade não fingida e sua coragem de não falsificar o evangelho…debates como esse tinha que entrar em rede nacional, temos que “escandalizar” o povo com o escandalo da “graça” Como desconstruir no Brasil uma teologia falsificada e que se instalou no coracão do povo? igrejas que em nome de Deus defraudam alminhas oprimidas? deixo essas questões … Deus abencoe voces…

  13. “ter um auditorio critico” pr Ricardo tem razão, o dificil no meio de nossas igrejas é ser um critico que não seja tratado como rebelde, ou alguem com espirito de divisão só por pensar no que ouve.
    precisamos pensar afinal crer é pensan como diria Stot!

  14. Ter um auditório crítico, Pr Ricardo tem razão dificil é ser critico e bem entendido.
    Os pastores, as igrejas,as comunidades nem o governo gosta de gente que pensa, sempre foi assim
    Precisamos trabalhar a critica em nossos filhos, quem sabe assim vamos ouvir dos pulpitos o que a biblia dizdaqui algumas décadas!

  15. Os pensamentos dos Ricardos se completam. Gondim toca num ponto muito sensível: identidade. Não sabemos quem somos; e quando temos alguma identidade histórica, não conseguimos contextualiza-la na contemporaneidade. Isso é sinal de que há algo muito errado no evangelicalismo brasileiro. Por outro lado o Barbosa fala sobre arrependimento e confissão. Penso que essa é a saída fundamental. Que mais pensadores se levantem no meio cristão brasileiro!

  16. boa tarde
    Belas palavras dos Ricardos , tenho o mesmo pensamento.
    Mas tbem acredito na essencia de Deus, desde a criação todas as epocas passaram os estilos de cultos e as “modinhas evangelicas”, mas o que sempre ficara sera a essencia de Deus porque esta perdurara até a sua volta.

    abçs.

  17. Sou cearence e acompanho a caminhada, ainda que de longe, do GONDIM. E, juntamente com Caio Fabio e Carlos Queiroz(missão mundial), percebo que ele tem dado uma importante contribuição aos que buscam reflexão. Continuem!!

  18. O pastor Ricardo gondim, toca num ponto muito sensível, quando fala nessa busca da igreja por Poder e uma busca que serve apenas para “alimentar” a desnutrida Auto-estima de Líderes que não consegue conceber um Deus que é capaz de sanar os problemas de seus seguidores.um deus gênio da lâmpada e que propicia as pessoas essa frase Luciferiana” tudo te darei, se prostrado me adorares…continuemos nessa caminhada em busca de como diz Gondim ” arrumar uma toalha e uma bacia para lavarmos os pes das pesssoas…isso sim é Poder….” Poder que não serve, não serve…”

  19. Simplesmente sensacional a mesa redonda que ultimato põe a disposição de seus leitores. Certamente é um grande prazer beber em cada edição da revista a água viva que jorra dos corações destes dois pastores-crentes. Sempre encontro refrigério nos artigos escritos pelo Pr. Ricardo Barbosa e sou desafiado a uma vida cristã de excelência quando leio o Gondim.
    Parabenizo Ultimato pelo seu papel de relevância no movimento cristão do Brasil.

  20. A Paz queridos, olha sou de uma igreja pentecostal, mas não da para negar que estamos doentes, o maior problema é que não esta acontecendo mudança de vida, as igrejas estão cheias de pessoas mas vazias do fruto do Esirito, é muito triste comentar sobre isso e ver a que pontochegamos, mas se Deus continuar dando força a esses homens e levantar outros que tenham a mesma coragem acredito que muita coisa pode mudar, um forte abraço a todos!!

  21. Estive na festa dos 40 anos da ultimato,fiquei muito impactado com a palavra do Pr. Gondin, comungo com ele nesta linha de raciocínio que existe muito ufanismo e triunfalismo na igreja brasileira e pouca reflexão e abordagem da graça que coloca o homen no lugar dele (pecador e carente da graça). Deus abençoe.

  22. Ainda bem que ainda existem alguns (poucos, aliás) homens e mulheres que não se dobraram a este pseudo-evangelho que tem sido pregado nestes tempos. Eu tenho dito em minha congregação o seguinte: “Cristianismo Eficaz não significa necessariamente cristianismo de resultados”. Pensar assim hoje em dia, significa ir à contramão do sistema. Mas, precisamos que gente de coragem se levante pra pregar a Verdade do Evangelho, doa a quem doer.
    Parabéns Ultimato!

  23. Ainda há voz clamando no deserto de nossa nação de barganhas. Pr. Ricardo e estes são pregadores raros hoje. Alegro-me ao saber que a Ultimato tem promovido este tipo de reflexão numa época, que apesar, de tão ampla, nossas igreja impõem suas pretensas verdades ofuscando o que realmente precisa ser tratado: a hipocrisia humana e religiosa.

  24. Quando li sobre a mesa redonda qua a Ultimato faria, fui tomado por um surto de inveja pois, gostaria muito que isso acontecesse nas cercanias da minha cidade (Feira de Santana – BA). Gostaria muito de que nossos pastores trocassem a “marcha pra Jesus” por eventos como este. Traz mais resultados. Parabéns Ultimato.

  25. Bom seria que esta mesa redonda fosse realizada nas 5 regiões do Brasil…Manaus representando o norte, claro. Ao contrário de Elielson, de Feira de Santana (BA), creio que a Marcha prá Jesus é um grande momento de comunhão dos salvos livres em um país abençoado. Creio que Deus usará muitos Ricardos para alertar a nova geração…Isaías 32.8… que venha o shalom do Senhor! Paz!

  26. Pensar, pensar, pensar e sim agir, agir. Esses pensadores têm colaborado de maneira significativa para o evangelho. Penso que deveriam participar de algum programa de rádio aqui do Rio de Janeiro. Mas sei que isso seria inviável porque os dirigentes dessas rádios “tocam” outro tipo de música evangélica. Parabéns à Ultimato.

  27. Parabenizo os responsáveis por esse encontro, pois encontros como esse, são louváveis. Aprendemos cada vez mais a viver e proclamar um cristianismo sóbrio. Somente com uma teologia crítica e integralmente contextualizada, iremos refletir e repensar nossos momentos de comunhão na sociedade.

  28. É louvável a atitude dedicada de quem não esboça hipocrisia no seu viver e permanece de mão no arado, pois do contrário Cristo é negado.
    Ora se Cristo liberta, por que não posso pensar, questionar?
    Penso que eixste muitos sentados a beira do Caminho sem clamar por Jesus simplesmente pelo “privilégio” de não serem “cegos”. Para esses é bom lembrar que não basta estar no Caminho é imprescindível ter que andar e andar no Espírito. O que é lamentável é que muitos destes julgam já ter alcaçado tudo pela abundancia dos “resultados”. Bem diferente do que o apóstolo Paulo comentava: “…Não que eu já tenha alcançado, mas uma coisa eu faço…”
    Então eu vejo que em Cristo é necessário Caminhar com Verdade e Vida. Sendo assim o crente em Jesus pode ter a mente aberta para questionar os “pacotes entregues”, afinal isso também é meditar.
    Que o Mestre possa usar bem mais estas pedras vivas que ainda estão na batalha em defesa do evangelho!
    Enquanto isso vou continuar:
    Cristo Filho de Davi, tem misericódia de mim!

  29. O movimento evangélico (não só no Brasil, mas também aqui em Portugal, e não só) necessita de mais pensadores e de menos “papagaios”.
    Parabéns à revista, que é excelente e se distancia da habitual mediocridade, e parabéns pelo evento. Nota dez, como se diz por aí.

  30. Não aguento mais ouvir e ver Silas malafaia enchendo “linguiça” na televisão, como pregador é um ótimo vendedor de livros (bugiganga religiosa).

    Os pastores da universal nem pregam, “assaltam” o pobre povo evangélico.

    O missionário da internacional da graça, só cura caroço e prega abobrinha, Socorro !!! ; É muita loucura, que Deus nos ajude a discernir o espírito desse século.

    Eureca ! Já sei, retornemos ao evangelho de Jesus de Nazaré, sem preço, de graça vamos nos lambuzar com seu amor.

    Mauro Porto de Cabo Frio

  31. Wilson Roberto Rodrigues

    São gente como esses Ricardos que ainda nos mantêm em pé e nos fazem ter esperança neste Brasil tão corrompido e que tem infelizmente servido de modelo para os nossos “popstores”….

    Graça e paz.

  32. Que beleza! Inspirado por homens como esses, que se inspiram verdadeiramente em Deus, continuamos sonhando, pastoreando, e acreditando que o verdadeiro evangelho sempre valerá à pena!
    Grande abraço a todos.

  33. João Paulo Bandeira

    Será que não é possível uma terceira via.
    Ouço a voz de uma minoria que quer Evangelho de Verdade, quer teologia – o que impede que ela seja produzida? – Bohnoeffer produziu teologia numa situação bem mais adversa que a nossa.

    Por que a maioria evangélica descompromissada domina a mídia evangélia e essa minoria compromissada não faz o mesmo?
    Alguém pode dizer: não é possível porque “aos nossos olhos éramos como…”

    Sou daqueles que ainda espero “vê a glória de Deus” em nossa geração.

    João Paulo Bandeira
    Nascido em 1968

  34. Francisco Sales da Costa Neto

    Não há como não concordar com os pastores, já que eles conduzem o debate para o mesmo raciocínio: uma certa decadência da Igreja, como um organismo vivo, cujo cérebro é o de Cristo. Precisamos reagir, embora seja inevitável que ela cumpra esse ciclo.

  35. Tal vez é oportuno para estabelecer algumas diferencias: hoje temos evangélicos de vários tipos, porém dois suficientemente nítidos: Evangélico que segue a Jesus Cristo, que seria evangélico cristão e o evangélico não cristão, que segue qualquer outra coisa, mas não ao Senhor.
    Gostaría propor que o próximo censo do IBGE deveria acrescentar uma subdivisão na casa dos evangélicos: evangélico cristão e evangélico não cristão.

  36. Temos uma identidade frágil porque o sentido do evangelho perdeu-se no meio de tanta permissividade. A sociedade está doente porque tal permissividade traz certa aceitação ao pecado como se fosse natural e fizesse parte da cultura. O silencio de muitos parece avalizar esse estado de inércia da Igreja. Creio que precisamos voltar ao primeiro amor e realmente avivar esse amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera…em prol dos seres humanos, que é a real causa de Cristo.

  37. Helena Maria de Lima Nachbar

    Que bom podermos contar com dois Ricardos, de tamanha qualidade espiritual. Somente quem assim o é, tem coragem suficiente para dizer verdades bíblicas com tamanha propriedade.Sugiro à Ultimato, que faça parceria com esses homens e corram pra televisão. Tenho sonhado para que o Brasil tenha como seu Deus o “Nosso Deus”. Porém, o povo precisa conhecer a “verdade”. Sejam Um Lutero – dos nossos dias. Estou orando por isso…..

  38. Excelente! Corretos o diagnóstico e o caminho a percorrer. Entretanto, concordo com o Daniel, é hora de sair da toca e percorrer o país, adaptar a linguagem para chegar aos jovens. Enquanto isso não ocorre, outras correntes vão de norte a sul levando suas idéias.

  39. Sou uma pessoa que apenas acompanho a história, e neste processo posso dizer que concordo com os dois. Claro que uma Teologia Critica Irá fazer que todos pensem no que que esta sendo construido para o amanhã, por outro lado se não houver arrependimento tudo será com é.
    Um abraço;
    Ronaldo de Matos

  40. Pr. Reynaldo Mendes Júnior

    A Palavra de Deus, nossa única regra infalivel de fé e prática, nos exorta que o Evangelho como mensagem profética para o mundo, transformar em primeiro lugar o PROFETA, depois chega com credibilidade para os ninivitas. Deus é: Unipresente, Uniciente e Unipotente…Soberano…Senhor e Direcionador de todas as coisas. Pergunto: sera que estas VERDADES Biblicas têm movido o coração dos debatedores?
    Que Deus tenha misericordia de nossa geração.

  41. Faltou coragem ao Ricardo Godim para denunciar os modelos ocidentais norte-americanos que estão transformando as igrejas brasileiras em empresas e a fé em mercadoria. O televangelista são apenas a parte mais barulhenta deste fenômeno. Não se critica a igreja com propósitos, carro chefe do movimento, para não contrariar interesse de anunciante da revista Ultimato. A própria revista Ultimato, que se coloca como um arauto da sâ doutrina, nunca abordou a febre dos movimentos paraeclesiásticos, que transforma as igrejas em franqueadas dos seus produtos e serviços. Não estamos no fim de um ciclo, estamos no começo de um período de alienação e bestialidades.

  42. Muito interessante esta chamado à Igreja para fazermos teologia crítica. os cristãos brasileiros precisam começar a pensar à luz da Bíblia e deixar de andar atrás de ‘ventos de doutrinas’. A sociedade está sim muito doente, e somente em Cristo há solução. Me preocupa muito a posição que as mulheres cristãs tem tomado na sociedade, os homens não têm assumido seu papel de ‘varão’ , e os relacionamentos estão feridos. Como foi que Deus planejou homem e mulher? como ele planejou o casamento? qual o papel que Ele idealizou para cada um? e o que temos vivido hoje? como os casais cristãos tem se portado? Como as mulheres NAO QUEREM submeter-se ao home? Por que os homens nao entendem a diferença entre ser submissa e ser escrava?
    tudo isso tem me feito refletir sobre nosso papel de cristãos. sobre meu papel como mulher cristã. Como podemos nos tornar na mulher que Deus idealizou?
    parabéns aos palestrantes e à Ultimato. Voces têm colaborado muito para a recuperação da saúde do cristianismo brasileiro.

  43. Sabe o que temo?
    Temo definições absolutas sobre Deus advindas de mentes tão finitas como as nossas.
    Creio que temos que ter senso crítico sobre o que se propaga como religiosidade/espiritualidade; mas, vejo que muitos propõem as suas “lógicas de pensamento” como ponto de referência e/ou à partir de suas próprias (in)definições sobreDeus.
    Sendo assim, sempre bate-se muito em qualquer que pense diferente.
    Negar que há “doenças” no meio denominado evangélico é se fazer de cego (e este é o pior cego); mas quando não houve sintomas doentios a requererem um tratamento no caráter de cada cristão?
    Quando leio comentários onde se exalta um lado e menospreza o outro… confesso ficar preocupadose na verdade não caímos no “doente falando de doente”.
    Mas temo, também, os extremos.
    Há muita bipolaridade no mundo evangélico.
    E bipolaridade é uma doença que tem caracterizado nossa época. E quanto a falta de identidade…
    Com esta bipolaridade esperar o quê?
    Rogo a Deus por uma espiritualidade mais equilibrada, sem exageros de qualquer parte e sem qualquer sentimento messiânico.
    Que a paz de Cristo seja o árbitro em nossos corações e entre todos nós.

  44. Não há como ler esta entrevista sem sem sentir uma “pontada” de tristeza no coração. Tantas pessoas doentes, uma sociedade cada vez mais desumana. Pior que uma sociedade assim é ver igrejas desumanas, pragmáticas, pastores que tiraram os olhos de Jesus de Nazaré e que são avessos a reflexão critica teológica. A “pontada” no coração ainda é de tristeza, temo que se torne desencantamento. Jesus impactou seu tempo também pela sua forma de pensar, de criticar, de ver o mundo e as pessoas com humanidade e amor. Sua mensagem lhe custou a morte na cruz, porém sua voz profética nunca foi calada. É muito bom ver pessoas como os entrevistados, que se expõem e se contrapõe este “evangelho” tão mercadológico que tem se ufanado em nossa geração. Parabéns pela entrevista.

  45. Trouxe grande reflexão e visão para orar sinceramente pelas familias que precisam ser nutridas com a mensagem do Reino e viverem saudavelmente em uma comunidade da Graça.

  46. Estamos vivendo em um tempo complicadissimo no meio evangélico cristão, hoje existem muitas correntes de pensamento que mais confundem ao invés de ajudar. Graças a Deus que ainda temos pessoas compromissadas com Deus e seu Reino e que de maneira simples e teologicamente biblica nos socorrem em meio a este “tiroteio” louco entre pastores que só falam em dinheiro usando o santo nome de Jesus. Parabéns Ultimato ! Parabéns Ricardo Gondim ! Parabéns Ricardo Barbosa !

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