História

Em meados de 1996, Dilma Leal, cristã, amante e defensora das artes como instrumento de transformação social, ingressa na Igreja Água Viva, em Curitiba, e conhece o Pastor Edson Barbosa. Ali ela percebe a possibilidade de construção de uma relação diferente e integradora entre arte e fé cristã, o que não havia encontrado em sua experiência cristã antecedente. Edson, participante do Pacto de Lausane, em 1974 na Suíça, e co-fundador do CADI (Fazenda Rio Grande-PR), introduz Dilma ao contexto de um evangelho integral que considere a realidade em sua totalidade.

Em 2005 Dilma e uma equipe da Água Viva trabalham no projeto Artherum, produzindo peças com um conteúdo mais “brasileiro” e menos “eclesiástico” em uma visão diferenciada sobre a arte. Neste contexto, acontece o envolvimento com CADI, com o SEDEC (Seminário de Desenvolvimento Comunitário) e às pessoas de Mauricio Cunha, Alvaro Ramos e Marcel Camargo, estes já inseridos em um contexto de missão integral praticados no contexto do CADI. Posteriormente, Dilma conhece Maurício Palácio, compondo com os amigos recém-descobertos o primeiro grupo de influencia e projetos conjuntos. Mais tarde, por meio e no contexto do CADI, Dilma conhece mais a fundo o pensamento da tradição kuyperiana, como Francis Schaeffer, Darrow Miller e os trabalhos de L’Abri Brasil.

Em 2006 nasce o Cia de Vida, um projeto Cultural com o objetivo de transformação social utilizando a arte como ferramenta de comunicação. Esta prática conduz a equipe do Cia de Vida à maior percepção da riqueza e do potencial artístico no contexto da comunidade local, bem como à uma fome maior que a física, uma fome de Deus.

Em 2007, no contexto do Cia de Vida inicia-se o sonho com a realização de um evento que trouxesse para dentro da igreja uma visão da arte articulada a partir da teologia “integral”. Num primeiro momento este projeto é concebido como um movimento para dentro da igreja. Porém, percebe-se que a vocação e o movimento deveriam ocorrer de “dentro para fora”.

Em junho de 2008 realiza-se o primeiro Arte em Foco, com amigos convidados da região sul do país representando diversas manifestações artísticas e culturais. Este grupo já aspirava a uma vocação da arte externa ao âmbito cristão. Percebe-se que a mesma aspiração era compartilhada por muitos outros, sendo o primeiro encontro eufórico e contagiante, um verdadeiro Oásis no deserto, a perspectiva de uma vida nova além dos “muros”.

Em outubro de 2009 ocorre o segundo encontro, onde se percebe o nascimento de um movimento que precisaria ir além dos muros da igreja, e além do sul do país. Os relacionamentos formados a partir do encontro abrem possibilidades de outros eventos em locais distintos.

Em janeiro de 2010 a ACPC (Associação Cristã de Práticas e Pensamentos Criativos) começa a ser gestada, dando os primeiros sinais de vida como a organização que iria formalizar, administrar e formalizar o movimento “Arte em Foco” , tendo como parceiros oficiais o L’Abri Brasil, o CADI e a Igreja Água viva. Surgem sonhos de trabalhos em parceria em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Em abril de 2010 ocorre o Arte em Foco em Pompéia, com a presença de um bom número de artistas e público que desfrutam de um momento de reflexão e desfrute artístico durante três dias intensos.

E esta é uma história que apenas se inicia, com muitos capítulos a serem escritos, confiados que somos na direção do Deus criador e redentor de todas as coisas.

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