Depois de 6 anos de projeto há muito para se alegrar. O projeto, em parceria com a Tearfund, foi inovador e o primeiro no Brasil que levou a questão ambiental para tantas igrejas e comunidades. Para muitos pastores e lideranças foi a primeira vez que ouviram falar da questão ambiental na Bíblia. Barreiras foram quebradas, sementes foram lançadas e muitos desafios foram encontrados.

Somando o número de participantes desde 2009, o ReT beneficiou diretamente 1.296 pessoas. Destas, 13 pessoas foram especialmente capacitadas e acompanhadas para colocarem os seus projetos locais na prática. Este grupo seleto são os Parceiros Locais do projeto, que doaram seu tempo, investiram suas vidas e alcançaram muitas pessoas com as suas ações.

Acompanhe a história de alguns desses projetos locais:

Lya Patrícia (JOCUM Belém/PA)

Lya

 

Lya é missionária da JOCUM e apaixonada pela criação de Deus. Desde os primeiros momentos com A Rocha ela se encontrou, pois agora tinha companheiros cristãos para acompanhá-la e ajudá-la com suas indagações. A JOCUM Belém criou o projeto Lixo Vira Bicho, que é um mutirão de limpeza pelas ruas da cidade. De modo geral as ruas são muitos sujas e não há cuidado com a limpeza, principalmente depois de grandes eventos. Eles começaram a limpar a vizinhança ao redor da escola da JOCUM e depois alcançaram o grande centro de Belém, organizando mutirões depois do Círio de Nazaré e da Marcha para Jesus. O impacto foi grande e o resultado também. Lya ainda tenta uma parceria com a prefeitura para mudar a cara da cidade. Ela conta um pouco como tem sido essa experiência:

A mudança tem sido percebida em nossa cidade, principalmente nos arredores onde fazemos o mutirão de limpeza. “Lixo vira Bicho” é a ação de limpeza das calçadas que antes eram intrafegáveis pela quantidade de lixo. Após a ação os vizinhos têm procurado manter limpas as calçadas para seu próprio benefício. Em nossa escola as crianças levam para seus pais a preocupação com o meio ambiente e diminuímos o uso de descartáveis. Avaliando os resultados percebo que a ideia do projeto “Lixo vira Bicho” está se multiplicando, igrejas e pessoas têm replicado a ação dos mutirões de limpeza em seus bairros. O que ainda não consegui foi influenciar o governo municipal.

 

Agostinha Araújo (Igreja Evangélica Kerigma e Instituto Kerigma em São Luís/MA)

Agostinha

Agostinha é bióloga, paleontóloga e pastora. Encontrar A Rocha a ajudou a colocar em prática seu amor por toda a criação, transformando sua paixão em ações práticas. Ela e o esposo, Pr. Cipriano, fundaram um Instituto para dar apoio aos seus projetos, entre eles o projeto de compostagem de resíduos orgânicos no Bairro do Gapara, um local bastante carente em São Luis. O objetivo era incentivar as famílias a diminuírem os seus resíduos e aproveitarem o composto orgânico formado para criarem hortas em suas casas, melhorando a alimentação e a segurança alimentar dessas famílias.

A Rocha Brasil me ensinou o que é Missão Integral, que devemos cuidar das pessoas procurando suprir suas necessidades básicas de alimentos, ensinando a serem independentes. Espero que vejam em mim um grande amor por elas e que acabem por reconhecer que este amor vem de Deus, e então aceitem que Jesus é o criador e que somos mordomos no cuidado das pessoas e também do meio ambiente.

Pastor Cipriano também contou como tem sido o seu envolvimento com A Rocha:

A Rocha Brasil tem me ensinado que minha espiritualidade precisa ser para fora a partir de um relacionamento profundo com Deus. Após meu envolvimento com a organização eu me tornei mais participativo no processo político e social da minha cidade.

 

Netinha (Convenção das Igrejas Batistas Unidas do Ceará CIBUC – Ibiapina/CE)

Netinha

Netinha é missionária da CIBUC e desde as primeiras oficinas da A Rocha ela foi transformada. A mulher tímida do primeiro encontro tornou-se uma mulher engajada, forte, mobilizadora e multiplicadora de ideias e projetos. Netinha se envolveu no Conselho Municipal de Meio Ambiente e tornou-se referência na cidade. Ajudou a organizar muitas ações socioambientais no seu município em parceria com muitas pessoas e o poder público. Agora é uma artista. Com suas mãos talentosas começou a transformar caixinhas de leite em lindas carteiras, gerando renda. Ela montou um curso de artesanato sustentável para as mulheres da sua cidade e fez o maior sucesso! Agora várias mulheres estão gerando renda para si e se descobrindo excelentes artesãs. Ela conta como tem sido esse processo:

As oficinas foram um sucesso. Elas aprenderam que materiais que muitas vezes elas jogavam fora podem ser de grande valor. E hoje elas sabem disso melhor que ninguém. Não colocamos mais nenhuma caixa e nem garrafa no lixo e quando vemos fazemos o possível para conseguir tirar. Tentamos sensibilizar as outras pessoas nessa questão quando as vemos jogando tais materiais fora. Além de caixas de leite e garrafas PET, queremos retirar do lixo vidros, depósitos de margarina e outros vários materiais que são jogados no lixo e podem ser reaproveitados. O curso fez tanto sucesso que estou sendo convidada a ministrar oficinas em outras cidades.

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