Além do Paulo Brito (leia seu relato aqui), Sabrina Visigalli também faz parte do grupo de pessoas que fizeram história n’A Rocha Brasil muito antes dela se tornar oficialmente uma ONG brasileira (2006). Como reconhecimento à dedicação, amor e trabalho deste grupo de amigos, postaremos aqui breves relatos pessoais de cada um deles.

Conservação e esperança, cristianismo puro e simples posto em prática

*Por Sabrina Visigalli

A Rocha Brasil foi, ainda antes de sua fundação, um instrumento de Deus para me fazer acreditar que Ele está envolvido com a conservação do meio ambiente e com o cuidado de Sua criação.Me converti no último ano da faculdade de biologia, e comecei a pensar se deveria ter feito esse curso, já que não O conhecia nem havia perguntado pra Deus que curso deveria fazer…

O pastor da igreja em que congregava, sem perceber o que fazia, um dia comentou que não entendia, que era “muito interessante” que algumas pessoas resolviam ao invés de fazer ciências sociais ou trabalhar com pessoas, escolher os animais ou as plantas. Isso ajudou a confirmar minha teoria que eu havia feito o curso errado, e que deveria ter mesmo feito algo que me ajudasse a fazer missões.

Conheci A Rocha em 2005, lembro que encontrei o grupo pela internet. Fiquei interessada, entrei em contato e consegui falar com o Hernani Ramos e ele me convidou para uma reunião, numa igreja em SP. Foi tudo muito rápido, esse processo levou uns 2 dias. Sei que de repente me vi no meio de pessoas cristãs, esclarecidas, discutindo sobre como trazer A Rocha para o Brasil, como fazer conservação num país continental e sonhando com um centro para pesquisa e para receber pessoas… Não era muita gente, eram umas 10 pessoas com esses sonhos todos, mostrando seu amor latente pela criação. Conservação e esperança, cristianismo puro e simples posto em prática. A Rocha me ensinou e me ensina até hoje que meu imenso amor pela criação veio do próprio Deus, que não eram sentimentos errados, que Ele ama o mundo que criou (não é óbvio que Deus ama sua própria criação?!) e que conservação tem tudo a ver com missões… Nada é compartimentado ou separado. Amo as pessoas, a organização, seu trabalho e a imensa influência que recebi de todos os que conheci, logo no início confuso da minha caminhada cristã.

A cada dia, a cada notícia ou vitória, sinto uma imensa alegria, por saber que quanto mais A Rocha cresce, mais pessoas desinformadas ou confusas vão sendo encontradas por essa missão que, por ser tão maravilhosa, só poderia mesmo ter sido uma ideia divina.

Família Sabrina Visigalli*Sabrina Maria Visigalli Martins do Rosário é bióloga de formação e paixão, e professora bilíngue de coração. Atualmente mora em Belo Horizonte, MG, mas quando no Estado de SP participou da fundação d´A Rocha Brasil (ARB). Trabalha como voluntária na coordenação da equipe de tradução da ARB e é estudante do MBA Gestão do Ambiente e Sustentabilidade, na FGV. Esposa do Leonardo e mãe da Sarah, de cinco anos.