A Rocha está em São Luís (MA), acabamos de sair de mais um Café Socioambiental dedicado à pastores(as). O local do café desta vez foi na periferia, em uma comunidade tachada como violenta e perigosa. O taxista ficou meio receoso de entrar no bairro, mesmo sendo 8h da manhã. Mas como em qualquer outra comunidade, há ali sinais do Reino.

Apesar da não divulgação, pessoas e organizações tem agido em favor do meio ambiente e tem sido muito gratificante identificar tais ações. No Café de hoje, o pastor que, gentilmente, cedeu espaço para o evento compartilhou o projeto de horta comunitária da sua igreja para a comunidade do bairro. Um outro pastor compartilhou que já fez uma música falando sobre meio ambiente e no final da reunião nos presentou com sua canção. Ali no meio, levantou uma pastora, com uma aparência muito frágil, e alegremente nos contou da sua luta por uma área verde na cidade. A área em questão fica dentro de uma área de invasão (assentamento) e na época ela precisou lutar dentro do próprio movimento para que as pessoas conservassem a mata.Hoje a luta dela é com o poder público, para transformar a área protegida pelos assentados em um parque. Um outro pastor abriu o coração e nos relatou uma recente experiência que teve com um amigo ambientalista católico. Tal amigo mostrou ao pastor a importância de uma árvore no quintal da igreja e, disse mais, que os pastores pecam por não inserirem um jardim ou uma árvore no planos de construção de uma igreja. O pastor em questão ficou tão impactado que prometeu ao amigo que daqui para frente ele sempre plantará uma árvore quando for implantar uma nova igreja. Uma pastora compartilhou também sua tristeza por não ter levado em consideração um pedido de sua filha, quatro anos atrás. A criança, de quatro anos, gravaria um CD sobre a história da arca de Noé e pediu ao pais para realizar a gravação no bosque, perto da mata e dos animais. Na época os pais entenderam que isso não era “cristão” e que o CD cristão deveria ser gravado dentro da igreja, foi o que aconteceu. Hoje no Café, os pais compartilharam sua tristeza por não terem respeitado o pedido da filha, e também sua alegria por sua filha tão jovem já ter esta percepção da importância do cuidado com a criação. E por fim, uma gestora escolar e também pastora, fez um apelo, um pedido de ajuda aos líderes presentes em nome da escola. Ela abriu as portas da escola para projetos socioambientais em parceria com a comunidade.

Graças ao bom Deus, temos ouvido histórias assim em todas as cidades por onde já passamos este ano (Belém, PA; Ibiapina, CE; Manaus, AM; e Natal, RN). Independente do trabalho d’A Rocha, Deus tem movido cristãos em favor do meio ambiente e das pessoas que vivem nele. Trabalhos de formiguinhas tem sido realizados e é um grande privilégio descobri-los. Os participantes vão às nossas atividades na expectativa de aprenderem algo, mas a grande verdade é que A Rocha tem sido grandemente abençoada e instruída ao entrar em contato com todas estas experiências simples, porém reais e frutos da obediência a Deus e amor ao próximo.

Oramos e trabalhamos para que um dia este projeto executado pela A Rocha (sensibilização e mobilização das igrejas para o cuidado com a criação) seja desnecessário. Neste dia diremos: a igreja evangélica brasileira também luta pela conservação do meio ambiente. Porque todo bom projeto precisa almejar isso: ser um dia desnecessário.

Momento do café em São Luís, na comunidade Anjo da Guarda (bairro).

Momento do café em São Luís, na comunidade Anjo da Guarda (bairro).

Pastores(as) reunidos em São Luís para o Café Socioambiental.

Pastores(as) reunidos em São Luís para o Café Socioambiental.

 

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