Santo, és santo,
No entanto, Jesus,
Tanto sofreste a cruz,
Hora de espanto.
Grande, é grande
Teu nome, Senhor,
Pois tu venceste a dor
E herdaste um nome
Santo, grande, nobre:
Jesus.

Afinal, como nascem os missionários? De onde vêm? Para onde vão? O que fazem? E por que fazem o que fazem? Se a fábrica de brinquedos do Papai Noel fica no pólo norte, a fábrica de missões fica em Jerusalém. Se do pólo norte vem o Papai Noel, de Jerusalém vêm os missionários.

Para mim, Jerusalém é a cidade onde vivemos. E o “ide” de Jesus não significa que eu não possa ficar. E, mais, não é apenas uma questão de geografia.

Fábrica de Missionários aponta para uma compreensão mais abrangente e bíblica da palavra “missionário”.

* * *

“Existem duas palavras que o diabo gosta de usar na igreja: “leigo” e “missionário”. A primeira desqualifica a maioria dos cristãos, colocando-os como coadjuvantes na tarefa missionária. A segunda qualifica uma minoria como sendo os únicos sobre quem pesa a responsabilidade de realizá-la. Os que vão para outros países têm uma forte convicção de chamado; os que ficam não têm convicção alguma. Não deve ser assim. Fábrica de Missionários nos apresenta um novo desafio.”
— Ricardo Barbosa

Emoções, linguagem, expressão, beleza, prazer, gozo, fruição… Esses termos funcionam como mediadores de realidades tanto importantes quanto difíceis de explicar. Abrem passagem para um jardim interno da alma; aquele lugar secreto que gostamos de visitar, mas com cujo caminho nem sempre acertamos; aquele “mundo” só nosso, onde muitas vezes temos experiências personalíssimas e, de certa forma, intransferíveis, inenarráveis, inefáveis. Refiro-me à dimensão íntima e estética da experiência do amor de Deus. Em outras palavras, aprouve ao Altíssimo, pelo fato de que nossa alma veio dele, que toda tentativa de volta ao jardim, toda busca de religação com ele mesmo se constituísse em experiência linda e deliciosa. Penso que foi da vontade do Criador que todo gozo e fruição do prazer estético fossem associados ao seu amor e reconhecidos como dádiva sua. Esse reconhecimento, que chamamos de gratidão, está na origem da verdadeira adoração. Não será por isso que o salmista nos convida a adorar ao Senhor na beleza de sua santidade (Sl 96.9)?

Uma breve incursão pela Sociologia do Conhecimento nos mostra que estamos nos transformando em uma sociedade moderna: plural, privada e secular. Plural quer dizer que viramos um supermercado, onde tudo está, à nossa disposição, nas prateleiras. Para poder conviver com a pluralidade e as diferentes escolhas que as pessoas fazem, eu privatizo minha vida, e digo: “dá licença?”. Não preciso dar satisfação a ninguém. Nesse estado de coisas, como ficam o Pão e o Cálice, símbolos máximos do Cristianismo? Símbolos da Aliança? Eis o desafio da secularização.

Este livro trata do dia-a-dia da igreja onde congrego. Encravada numa cidade moderna, lutando para encontrar modos e meios de manter vivo o “testemunho do Cordeiro”. Há momentos em que o “front” dessa batalha se encontra fora dos portões. É tempo, então, de missões. Noutros, o “front” está dentro dos portões, e as lutas assumem uma conotação surda e intestina, de resolver as esquizofrenias que o mundo impõe à mente do crente, que acaba tendo a tendência de ser duas pessoas: uma “lá fora”, e outra “aqui dentro”. É o fenômeno “cavalo de Tróia” a que me refiro no livro Icabode. A propósito, este livro busca respostas ao desafio do Pão e do Cálice, apresentado no Icabode.

Neste livreto, todo ilustrado pelo Biry, tento “conversar” com meus filhos sobre o que tenho aprendido a respeito da sabedoria da moderação em todas as áreas da vida e, em particular, na área sexual. Chamo a atenção deles, também, para o fato de que a sabedoria, neste assunto, é lutar contra os “senhores da mídia”.

Abordo o assunto do sexo em três perspectivas, que procuro integrar: o da sabedoria popular, o da Psicologia e o da Teologia.

Apresento, aqui, a adoração a Deus, como processo integral de vivência religiosa. Não um ato, um gesto, um culto na igreja, mas como algo maior, que toma toda a vida, que envolve personalidade, desejos, afetos, perspectivas de vida, relacionamentos etc., tudo isso numa busca da imagem e semelhança ao Criador. Ser parecido com ele, como o filho pequeno quer ser como seu pai. Ser seu amante. Vou buscar o fio da meada na palavra de Jesus à mulher pecadora de Jericó: “importa que os verdadeiros adoradores o adorem em espírito e em verdade”. O que quer isso dizer, hoje, para nós? Um texto bem-humorado e cheio de “causos” e exemplos explicativos.